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A criança e o autismo

Muitos pais quando recebem o diagnóstico de que o filho tem autismo ficam sem chão e não sabem para onde ir ou a quem recorrer.

Porém, a nossa psicóloga Lauana Pires explica que, primeiramente, é preciso ter em mente que a criança que recebe o diagnóstico de que tem autismo não é autista. "Ele é sim uma criança com muitas qualidades e dificuldades, como qualquer outra, ou seja, um ser cheio de particularidades. O diagnóstico não pode ser tratado como um rótulo e sim como um facilitador para a tomada das primeiras atitudes no sentido de buscar um psiquiatra infantil ou neuropediatra para os casos em que seja necessário dar início à medicação, e também ir atrás de terapias, como fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e ecoterapia, que tem sido bastante indicada".

O mais importante de tudo, afirma a especialista, é buscar informações com profissionais qualificados e dar início às intervenções. "Vale lembrar que as trocas de informações da família e equipe multidisciplinar com a escola são fundamentais".

Quanto ao sentimento dos pais, a busca por informações traz a eles alívio para as aflições e expectativas geradoras de ansiedade. "É imprescindível cuidar deste sentimento, pois o descuido pode gerar negação, fuga, paralisar a família frente ao diagnóstico, prejudicando o desenvolvimento do filho e com certeza o convívio familiar e social".

Por isso, complementa a fonoaudióloga Janaína Borba, "é essencial uma base familiar, uma escola que seja parceira e um seguimento terapêutico para um bom prognóstico".