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Tecnologia na infância: cuidado com o excesso!

A tecnologia tomou conta de nossas vidas. Hoje é quase impossível encontrar alguém que não tenha ou não conheça celulares, tablets, videogames, computadores, etc.

Infelizmente, o que foi criado para facilitar e beneficiar as nossas vidas, como tudo, em excesso, é extremamente perigoso. Papais e mamães já pararam para pensar nos males que o uso precoce da tecnologia pode causar? Além de problemas físicos como obesidade, problemas de visão, sedentarismo e insônia, ainda temos os psíquicos: afastamento da realidade, amadurecimento precoce do cérebro, hiperatividade, agressividade, entretenimento permanente e a incapacidade de lidar com o ócio, a perda da criatividade, redução da capacidade de concentração, a exposição à publicidade, entre tantos outros.

Sim, a tecnologia na infância pode trazer mais malefícios que benefícios. A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria atestam que bebês na idade entre 0 a 2 anos não devem ter qualquer exposição à tecnologia, crianças de 3-5 anos devem ter acesso restrito a uma hora por dia e crianças de 6-18 anos devem ter acesso restrito a 2 horas por dia. Acontece que hoje as crianças e jovens usam a tecnologia em quantidade de 4 a 5 vezes maior que esta recomendada.

Paralelo a tudo isso, ainda temos mais um ponto ruim: a perda do convívio. A tecnologia prejudica as conversas familiares, os bate papos em volta da mesa, as brincadeiras entre pais e filhos, a dinâmica familiar. Muitas vezes, o pouco tempo que os pais têm para passar com os filhos eles passam no celular, na frente da televisão, no computador. E com a criança não é diferente. Afinal, ele é reflexo de seu meio.

Para a fonoaudióloga Janaina Borba é possível usar a tecnologia a nosso favor. “Precisamos aprender a usá-la como aliada, colocar limites no uso, tanto para os filhos quanto para os pais. Uma forma interessante é cantar junto com o filho quando ele estiver vendo um clipe, dançar, interagir com ele no aplicativo e atrai-lo para outra coisa quando der o tempo limite”.

Portanto, segue uma mensagem de reflexão retirada de um artigo publicado pelo pediatra Daniel Becker:

“Saia de casa. Vá com as crianças ao teatro, ao cinema, ao museu, ao show, à roda de brincadeiras. E o supremo antídoto: desfrute da natureza – parques, praças, bosques, praias, cachoeiras, florestas. Tem (quase) sempre uma perto de você neste país abençoado. Ali não há wifi, e melhor ainda se não houver sinal de celular por um tempo. Em vez de sinal, você vai ter conversa, convívio, troca de olhares, afeto, cuidado, desfrute, prazer, gelado, quentinho, abraço, beijo, brincadeira, jogos, gargalhadas, cantoria, histórias, balanço e gangorra, corrida e pulação, sujeira, bichos, fura-onda. E um tsunami de boas lembranças. São elas que ficarão na memória afetiva de seus filhos e vão transformá-los em seres humanos melhores para si próprios e para a sociedade e o planeta onde vivem”.

E então, o que querem para seus filhos? Vamos refletir?